sábado, 30 de abril de 2011

A vivência das Marcas


Na edição deste mês da Briefing, em entrevista, Miguel Simões ,presidente do grupo Publicis em Portugal, afirma que "Já lá vai o tempo em que bastava lançar um produto inovador, pô-lo nas lojas certas e dizer na televisão repetidamente o porquê de as pessoas o deverem comprar". Efectivamente assistimos a uma mudança do paradigma que passou de transacional a relacional, desta forma as práticas acima mencionadas estão ultrapassadas, e assim é necessário repensar a abordagem ao mercado, mais propriamente ao consumidor e forma como fazê-lo.


Numa breve análise podemos dizer que:
As audiências estão cada vez mais fragmentadas, os meios tradicionais entupidos de anunciantes, o digital (embora tenha trazido novos suportes e pontos de contacto com o consumidor) necessita ainda de maturar e os anunciantes aprenderem a utilizá-los (não obstante da renitência geral em apostar na publicidade online), assistimos ao aumento na aposta em social marketing e mobile marketing (que permitem um maior envolvimento com o consumidor num meio em que este despende grande parte do seu tempo) com resultados bastante promissores. E claro acções de activação de marcas, marketing de guerrilha, eventos, entre outras formas de divulgação e relacionamento com o consumidor que têm nos últimos anos vindo a afirmar a sua força.


O consumidor ganhou uma nova voz e através da sua rede de contactos e do seu raio de influência pode ajudar a construir ou a destruir uma marca e é neste sentido que venho falar do Branding e da sua importância na estratégia de comunicação de uma Marca.


A Marca tornou-se uma entidade orgânica com uma personalidade, comportamento e querer próprio. Assumindo uma postura dinâmica. Se por um lado os consumidores procuram marcas com as quais se revejam e que lhes proporcionem experiências de consumo, a marca também procura dar as melhores experiências ao consumidor a fim de fortalecer os laços emocionais deste com a marca. A revolução na forma como consumimos bens e serviços veio exigir uma maior adaptação por parte das marcas, dinamismo e pro-actividade. Só quando as marcas vêm falar com os consumidores é que podem perceber aquilo que estes querem e pensam, só desta forma podem identificar tendências e oportunidades a fim de desenvolver uma proposta de valor compatível.

domingo, 10 de abril de 2011

Até que a morte nos separe


A função ou missão de um marketeer é fazer com que o consumidor final se apaixone pelo seu produto/marca, retirar este do mercado e assumir com este uma relação até que a morte os separe. Mas como em qualquer relacionamento existe sempre tentação, seja pela embalagem ,pelo conteúdo ou simplesmente porque estamos constantemente à procura de algo novo nós consumidores ficamos sempre de olho arregalado quando passamos pelas prateleiras do supermercado.
Com a proliferação das redes sociais as marcas ganharam uma nova voz, uma vez que a publicidade tradicional não passava de um namoro à distância, unilateral e cuja resposta se traduzia no consumo de bens e serviços.
Esta nova voz permite ás marcas estabelecerem uma relação bilateral onde facilmente consegue avaliar a relação que se constrói com o consumidor final através do feedback que recebe da sua parte (comentários, posts, fotos, mensagens, "Likes"). Torna-se muito importante estar e saber estar nas redes sociais, caso contrário o casamento entra numa rotina e ai é que a porca torce o rabo!
Um exemplo de um casamento bem conseguido foi a campanha lançada pela Ford no lançamento do novo Ford Focus. Nesta campanha os pretendentes eram convidados a competir numa série de desafios para demonstrarem a sua paixão pelo novo Ford Focus, tudo com vista á lua de mel proporcionada pela marca :uma viagem de luxo à volta do mundo para 2 pessoas, com passagem pelos cinco continente (entre outro prémios bastante aliciantes).




Este é, na minha opinião, um exemplo a seguir! deve-se apostar fortemente na componente emocional afim de criar efectivos laços com o consumidor e com isso criar valor e vantagem competitiva.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Barack Obama 2012

Esta semana foi marcada pelo inicio da campanha eleitoral nos Estados Unidos para as presidenciais de 2012. Como não podia deixar de ser a comissão para reeleição de Barack Obama lançou um vídeo intitulado "It Begins With Us" mostrando que a Política não pode depender apenas do trabalho do presidente e que a sua campanha não tem de ser apenas em volta de grandes anúncios ou extravagâncias, mas que pode pode começar por nós, por aquilo que nós podemos fazer pelo nosso país e pela nossa nação.

Após um estrondoso sucesso em 2007, em que Barack Obama surpreendeu tudo e todos recorrendo à força e união de uma nação através de uma campanha multi-meios e um excelente aproveitamento das redes sociais, será que vai conseguir reproduzir o mesmo feito?

Em resposta o National Republican Senatorial Committee lançou um vídeo crítico ao actual presidente dos USA onde satiriza alguns dos pilares que marcaram o mandato de Barack Obama ao longo destes primeiros anos.

Vídeos:





sábado, 2 de abril de 2011

Ora aqui está uma coisa engraçada..

Invariavelmente as comunicações entre redes passarão a ser gratuitas mediante o pagamento de um montante mensal. Quando o produto for o mesmo, em que é que os consumidores vão-se fiar para integrar uma ou outra operadora? eu acredito que seja nas experiências, no benefício para o consumidor, quer sejam promoções, acessos exclusivos a eventos, melhores equipamentos. Este principio vai ser percursor da integração das comunicações numa única plataforma multi-meios que permita dar resposta a todas as necessidades de texto, voz, imagem e dados que um utilizador possa ter.